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Compartilhando Emoções

Quem aí tem filhos pequenos?

Adoro crianças, daquelas bem sapecas, irrequietas que chamam de hiperativas, porque elas são curiosas, inteligentes, gostam de explorar tudo, testar tudo - e todos – e que amam gritar, pular, correr, cantar e dançar.

Bem, eu tive uma assim, que sempre ultrapassava os limites e testava minha paciência e minha sanidade.
Não sei porque, ela dificilmente achava um lugar baixo para brincar, estava todo o tempo no galho mais alto das árvores, onde ninguém conseguia alcançá-la.

Na cidade em moramos, no interior de Goiás, não havia lazer para adultos fora dos bares, biroscas ou botecos. Então, reunimos um grupo grande de pais e mães com um gosto em comum – o vôlei. Nos finais de semana íamos para a quadra coberta no colégio de uma amiga, deixávamos as crianças sob os cuidados de algum (a) pai/mãe “voluntário (a)” – sempre conseguíamos arrancar a generosidade de alguém – e descarregávamos o stress da semana em saques e cortadas.
De repente, num desses dias, uma das crianças invadiu a quadra, gritando por mim e, quase sem fôlego, olhos esbugalhados, nem conseguia dizer o nome da minha filha. Puxando-me para fora da quadra só conseguia apontar para o que parecia ser o céu...?!
Congelei quando vi aquele ser que eu pari, agarrado na borda do alambrado que cercava a área de esportes no melhor estilo gato na árvore – acho que, para variar, ela pensou que podia ser o Homem-Aranha! E eu que quase “subi no telhado”. Enfim...
O jogo parou, ninguém conseguia respirar, ou raciocinar apavorados pela possibilidade de ela cair. Entrei num estado de calma, que nem imaginava ser possível, pedi silêncio a todos e ordenei que ela descesse devagar enquanto pensava: quando chegar aqui em baixo eu mesma mato!
Pois é, ela ainda está viva e quando me dizem “poxa, sua filha é um doce, tão calminha”, eu penso: sabe de nada, inocente!
Depois disso, fechamos a quadra e fomos para um boteco, porque só bebendo!


Feliz Dia das Mães!

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